Associação promete radicalizar para evitar que ambulantes sejam retirados do centro da Capital e manda recado para Cartaxo



 A presidente da Associação dos Ambulantes e Trabalhadores em Geral da Paraíba (AMEG), Márcia Medeiros (foto), prometeu nesta sexta-feira (11) ‘radicalizar’ para evitar que os comerciantes informais sejam retirados do Centro da cidade sem a apresentação de uma alternativa por parte da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

Márcia Medeiros deixou claro que se o Poder Público usar da força haverá reação à altura. “Se a gente chegar aqui e a Guarda Municipal tiver com suas armas de choque na mão, com seus cachorros, como da última vez aconteceu jogar em cima do nosso povo, nós vamos fechar uma via de trânsito, nós vamos dizer que a nossa categoria merece sim o direito de poder trabalhar”, adiantou.

“Tudo que nós queremos a Constituição nos defende, que é o direito de poder trabalhar. Então, a gente vai lutar, fechando espaços, revindicando na prefeitura. Neste momento, a Câmara Municipal está fechada para recesso, mas vamos ocupar o espaço da Câmara assim que ela abrir. A luta vai estender até o momento de uma solução”, completou a presidente da Associação dos Ambulantes.

Em nota divulgada ontem (10), a 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Patrimônio Social de João Pessoa revelou que recomendou ao prefeito Luciano Cartaxo (PV) que adote as providências necessárias para retirar os ambulantes que estão ocupando as ruas e calçadas do Centro da Capital.

Na nota, o promotor de Justiça João Geraldo Barbosa diz foi constatado durante inquérito civil público, o elevado número de vendedores ambulantes e lojistas que se utilizam ilegalmente do passeio público e de ruas principais, impossibilitando a locomoção de pedestres e prejudicando a mobilidade urbana. Ele deu um prazo de 90 dias para que a PMJP cumpra a recomendação do Ministério Público.




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