Empresa atolada até o pescoço na Operação Cidade Luz recebeu mais de R$ 30 milhões da Prefeitura de João Pessoa



 Os desdobramentos da operação “Cidade Luz” desencadeada na cidade de Patos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público da Paraíba ainda estão no começo e pode revelar que o esquema atinge várias outras cidades. Chamou atenção de cara o envolvimento de um assessor da Prefeitura Municipal de João Pessoa, que seria parente do prefeito Luciano Cartaxo (PV), Felipe Moreira Cartaxo de Sá, que foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Com a revelação dos documentos da operação, o Blog do Jornalista Diego Lima, trouxe a informação que a apuração do Gaeco mostra que o assessor da Prefeitura e parente do prefeito, recebia uma propina de R$ 1 mil, por ter sido o intermediário da negociação entre a empresa Real Energy, a operadora do esquema em Patos, e o prefeito Dinaldinho (PSDB).

A investigação, rica em detalhes como todas capitaneadas pelo Gaeco da Paraíba, mostra conversas em aplicativos de troca de mensagens, entre os investigados que demonstram a operação do esquema em outras cidades, como Caicó, Natal, e com possibilidade de expansão na Paraíba (voltaremos ao tema).

Pois bem, com o envolvimento do assessor da Prefeitura sendo um dos articuladores do esquema, de acordo com o MPPB, o blog resolveu fazer uma busca no site da transparência da Prefeitura de João Pessoa, e percebeu que a Real Energy, empresa operadora do esquema em Patos, recebeu da Prefeitura de João Pessoa desde de 2013, primeiro ano da gestão do atual prefeito, Luciano Cartaxo (PV), até hoje, mais de R$ 30 milhões.

Apesar do envolvimento do Felipe Cartaxo, assessor jurídico da Prefeitura de João Pessoa, o Gaeco não mencionou na investigação participação da Prefeitura da Capital. Porém, se ficou claro que a empresa Real Energy é useira e vezeira na “arte” de pagar propina a agentes públicos, e na cidade de Patos, o contrato em apenas seis meses, desfalcou os cofres públicos em mais de R$ 700 mil, segundo o Gaeco, R$ 31 milhões é muita grana e os olhos do Gaeco poderiam averiguar se tá tudo em ordem.




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