Infarto, câncer e depressão matam o jornalista Nelson Coelho aos 76 anos



 Morreu na noite desta quinta-feira, 9 de agosto, em sua casa no bairro do Bessa, em João Pessoa, o jornalista e escritor Nelson Coelho, de 76 anos. Segundo informou o filho do jornalista, George Coelho, que é prefeito de Sobrado, ele foi vítima de um infarto, mas estava muito debilitado por causa de um câncer e da depressão que o atingiu cerca de dois anos e cinco meses atrás quando a esposa faleceu.

Com problemas no fígado e pulmão, Nelson foi encaminhado pelo médico Carneiro Arnaud para realizar uma série de exames no Hospital Napoleão Laureano, mas havia obtido alta e estava em sua residência quando faleceu.

O velório começa às 23 horas na Central São João Batista no Centro de João Pessoa. O sepultamento está marcado para as 16 horas desta sexta-feira, 10, no Cemitério Senhor da Boa Sentença, no Varadouro.

Biografia – Nelson Coelho da Silva nasceu em Santa Luzia do Sabugi, Paraíba, no dia 31 de dezembro de 1942, filho de Abel Coelho da Silva e Severina Coelho da Silva. Foi casado com Lúcia Porciúncula Pereira da Silva, de cuja união teve os filhos George José, Ana Christina, Claudine e Marcus Frederico.

Seus primeiros estudos foram feitos em sua cidade natal. Em 1959, concluiu o curso ginasial no Colégio Diocesano de Patos, vindo continuar os seus estudos em João Pessoa, onde se titulou como Técnico em Contabilidade pelo Colégio Getúlio Vargas. Em 1977, ingressou na Faculdade de Direito da Paraíba, onde, em 1982, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais.

Iniciou sua carreira no serviço público como Assessor de Imprensa no Governo Pedro Gondim, em 1961, passando logo em seguida a Oficial de Gabinete até o final do governo; em 1966, no Governo João Agripino Filho, exerceu os cargos de Assessor, Administrador da Penitenciária Modelo e Assessor Geral da Secretaria do Interior e Justiça, na gestão Jacob Frantz. Passou um longo tempo como Assessor do Promoexport e por duas vezes foi Secretário da Prefeitura de Sapé (1976/77 e 1983/87).

Ingressou no jornalismo como colaborador do jornal Correio da Paraíba (1977), manteve programas na Rádio Cultura de Guarabira, Rádio Correio da Paraíba e Rádio Arapuan, sempre desenvolvendo um jornalismo político.

Foi Assessor dos Governos Tarcísio Burity e Ronaldo Cunha Lima, exercendo o cargo de Diretor Técnico, depois Diretor do jornal A União, no Governo José Maranhão, onde ingressou como jornalista político em 1987.

Teve uma longa vivência nessa área, tendo se destacado por sua independência na apreciação dos fatos políticos locais e nacionais. Jornalista combativo, às vezes polêmico, era profundo conhecedor da história política paraibana.

Além de organizar e coordenar a publicação de vários trabalhos, entre eles a Serie Histórica – Paraíba – Nomes do Século, editada pela A União Editora e Memória Política – Cultura & História; escreveu mais de mil artigos nos jornais onde colaborou.

Entre suas obras publicadas, destacam-se: A Costura da Unidade, 1998; Após o fim da Polaca, 2000; À Margem da Política, em parceria com o jornalista Hélio Zenaide, 2000; Palanque, 2001; Esquina do Tempo, 2002; A Tragédia de Mari, 2004.

Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 16 de fevereiro de 2001, sendo saudado pelo historiador Luiz Hugo Guimarães.




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