Juiz proíbe Roberto Santiago de receber visitas na prisão, para evitar influência política no processo



 Na audiência de custódia, o juiz Henrique Jorge Jácome de Figueiredo determinou que o empresário Roberto Santiago não recebe visitas no 1º Batalhão da Polícia Militar, em João Pessoa, local onde cumprirá prisão preventiva. Apenas parentes de 1º e 2º graus e seu advogado de defesa poderão estar com Santiago.

A impossibilidade de receber visitas de qualquer outra pessoa se deve pela necessidade de evitar a ingerência de influência política no processo judicial, segundo o juiz.

Na sessão, realizada no Fórum Criminal, o juiz Henrique Jorge explicou a decisão de manter o empresário em prisão especial, mesmo sem curso superior. Segundo o magistrado, a decisão é em caráter de organização prisional e segurança.

Xeque Mate III
A Polícia Federal na Paraíba e o Gaeco, com o auxílio da Controladoria Geral da União, deflagraram, na manhã desta sexta-feira, 22, a terceira fase da Operação Xeque-Mate, com objetivo de desarticular a vertente financeira da organização criminosa que foi objeto de medidas judiciais na primeira e segunda fases da operação.

O cumprimento das medidas de busca e apreensão e prisão preventiva, na data de hoje, tiveram por objetivo inibir esquema de corrupção e fraudes licitatórias referentes aos contratos de manejo de resíduos sólidos (coleta de lixo) da Prefeitura de Cabedelo. Os contratos investigados superam a quantia de R$ 42 milhões.

A operação contou com a participação de 65 Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, nos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, bem como 1 mandado de prisão preventiva.

Foram sequestrados 20 (vinte) imóveis dos investigados, avaliados em mais de R$ 6 milhões. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Justiça Estadual de Cabedelo/PB.

Crimes investigados

Os investigados responderão pelos crimes de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e fraude licitatória, cuja penas, somadas, poderão chegar a mais de 30 anos de reclusão.

 




Comentários


Comentar


Sidebar Menu